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Hospital Regional Público do Araguaia adere à campanha nacional de prevenção da gravidez na adolescência Notícias

10 de fevereiro de 2026 — Hospital Regional Público do Araguaia

Hospital Regional Público do Araguaia adere à campanha nacional de prevenção da gravidez na adolescência

Com o tema “Cuidar hoje, planejar o amanhã”, unidade em Redenção promove palestras, orientações e ações educativas para jovens e profissionais.

Tratar a gravidez na adolescência sob uma perspectiva preventiva e de atenção integral, tendo como principal temática proposta “Cuidar hoje, planejar o amanhã”, o Hospital Regional Público do Araguaia (HRPA), em Redenção, aderiu, nesta última quarta-feira (4), à “Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência” (de 1º a 8 de fevereiro), instituída pela Lei nº 13.798/2019, focado em acesso à informação e planejamento familiar para prevenir consequências físicas, psíquicas e sociais, ação de educação em saúde conduzida pelo Comitê de Humanização, em parceira com o setor de Enfermagem Obstétrica e internos de medicina que integram o programa de internato de medicina hospitalar.

A unidade hospitalar iniciou uma ampla programação com atividades em áreas assistenciais, com o momento “Pit Stop” envolvendo os profissionais, que contarão com a oferta de orientações objetivas realizadas em pontos estratégicos da instituição, além de palestra educativa com entrega de material informativo, na recepção do ambulatório, a pacientes e acompanhantes que aguardam por consultas médicas.

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Participante da ação, Talia Teixeira, de 29 anos, destaca positivamente a abordagem dos profissionais do HRPA e a campanha como fomentadora de educação em saúde. “A orientação sobre a gravidez na adolescência nos hospitais é essencial para levar informação de forma simples, respeitosa e responsável aos jovens. Com isso, a conscientização pode ser atingida e disseminada para prevenir a gravidez precoce. Os profissionais explicaram de forma didática sobre métodos de proteção e cuidado com a saúde”, frisou.

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A ação em saúde voltada à conscientização sobre a maternidade precoce foi encerrada na última sexta-feira (8), na Unidade de Acolhimento Municipal “Janyara Marinho”, abrigo de crianças e adolescentes localizado no município de Redenção. A iniciativa integrou as atividades realizadas na comunidade ao longo da semana e teve como objetivo promover informação, diálogo e prevenção entre adolescentes, reforçando a importância do cuidado com a saúde física e emocional. Durante o encerramento, foram realizadas rodas de conversa e dinâmicas educativas, conduzidas por profissionais das áreas de Psicologia e Enfermagem, que abordaram temas como prevenção da gravidez na adolescência, métodos contraceptivos, acolhimento, planejamento familiar e saúde emocional.

A ação proporcionou um espaço seguro de escuta e orientação, incentivando os adolescentes a refletirem sobre suas escolhas, fortalecerem o autocuidado e buscarem apoio nos serviços de saúde. A iniciativa reforça o compromisso das instituições envolvidas com a promoção da saúde, da educação em saúde e da proteção integral de crianças e adolescentes na comunidade.

“A gravidez na adolescência configura-se como um relevante problema de saúde pública, com impactos diretos nas dimensões biológica, psicológica, social e educacional dos adolescentes, especialmente, em contextos de vulnerabilidade social. A realização de ações educativas como esta, contribuem para o fortalecimento do acesso à informação segura, ao diálogo qualificado e à autonomia dos adolescentes no que se refere ao planejamento familiar e à tomada de decisões responsáveis”, analisa a pedagoga coordenadora do Centro de Ensino e Pesquisa (CEP) do HRPA, Silvia Bentes.

A profissional destaca ainda que ao envolver os profissionais da instituição e usuários dos serviços, “a campanha amplia o alcance da estratégia educativa, fortalecendo a humanização do cuidado, a promoção da saúde e a corresponsabilização entre serviço de saúde, comunidade e indivíduos”.

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Riscos – A ginecologista e obstetra do HRPA, Luana Caroline, alerta para as peculiaridades da gravidez na adolescência do ponto de vista da saúde, a adolescente pode apresentar maior risco de anemia, hipertensão gestacional, parto prematuro e baixo peso ao nascer. “Além disso, muitas vezes, há início tardio do pré-natal, o que pode aumentar complicações para mãe e bebê. Por isso, a prevenção da gravidez na adolescência passa por educação sexual, acesso à informação, diálogo aberto e orientação adequada, permitindo que o adolescente faça escolhas conscientes e seguras para o seu futuro”, informou.

Dados – Segundo o Sistema Único de Saúde (SUS), gerenciado pelo Ministério da Saúde (MS), um a cada sete bebês brasileiros nascidos, é filho de uma mãe adolescente. Diariamente, 1.043 adolescentes se tornam mães no Brasil. Deste modo, a cada hora, nascem 44 bebês de idade materno precoce e, entre esses casos, duas mães têm entre 10 e 14 anos.

Diante deste cenário, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) aponta para a queda percentual média de 5% no número de mães na adolescência no Pará, com idades entre 10 e 19 anos, levantamento registrado no Sistema de Informações de Nascidos Vivos, do Ministério da Saúde (MS).

A pesquisa revela que os casos registrados há sete anos foram de 31.330 nascimentos, enquanto que em 2025, foram de 22.172 gestações nesta fase da vida. Para impulsionar essa redução, a Sespa realiza contínua orientação às secretarias de saúde dos 144 municípios paraenses a intensificarem iniciativas de prevenção à iniciação sexual prematura.

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internato de Medicina

Texto de Pallmer Barros (Ascom HRPA)